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Ponto central- última parada





Pior do que viver de um único modo, estável, imutável pela sua vida inteira, é viver sem nunca se encaixar em nenhum modo de vida, as vezes parece bom não ser tão ignorante e aceitar e acolher todos os tipos e maneiras, mas chega a ser cansativo e exaustivo correr atrás de tantas atrações, dentro do meu todo, tudo o que existe é nada, as vezes me olho sem reconhecer-me, me olho estranhamente confuso de onde surgiu aquilo, sou eu mesmo!?
Nunca consegui ser o modelo total de virtude e por mais que eu me esforce sempre acabo transgredindo para o lado mais escuro, mesmo fazendo tudo o que seja inaceitável nunca chego a ponto de ser visto como o pior membro dos ímpios, acho que o meu lugar de honra seja na margem dos dois, o meio termo, encima do muro o pior exemplo de qualquer maneira, o traidor dos dois lados lutando por ideais confusos, miscigenados que atraem o fugor, atenção, inveja, discriminado ódio das ambas partes me sentindo totalmente só. E como unica companhia meus descreditados e pseudos sonhos, que advém da mistura se não do confronto dessa guerra onde estou em fogo cruzado, a questão é se essas minhas armas podem me ajudar a sobreviver, ou serão a minha falência, se as assimilações são as melhores partes, seria uma dádiva, talvez até exitiram muitos assim, mestiços, raceados dos mais belos genes criados e transmutados frenquentemente no meio social, como em cruzamentos de cães, são várias falhas até chegar a um acerto, aliás, se existir possibilidade de um, talvez tudo de ruim, todos os pecados me contaminaram e não há forma de resgatar-me, de curar-me, pois não há ninguém, só eu no topo da trincheira, dilacerado, por ambos, atingido frequentemente por todos e sem nenhuma forma de defesa, e sem nenhuma culpa.

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