O medo traz a mim lembranças escusas, faz a minh'alma flutuar no vácuo e pendular sobre cordas ásperas que marcam minha pele, marcas essas presentes que sempre estiveram, e não são nada além de imagens do passado refletidas no agora, inebriado de dor vendo o meu reflexo no sangue que decorre de mim de volta a fonte essencial, me sentindo drenado sem mais força para traduzir minhas conexões energéticas mentais que eu ja tirara da cuja futura destinação do velho eu, em realidade. Sentimento esse que contradiz totalmente a ação natural manipuladora da vida, e quando no alterar de um plano ao outro, mesmo que do pior ao melhor, se podem ser classificados como, medo, muito medo. Medo esse presente somente e originado da minha existência. E na tentativa desesperada de se ausentar ou evadir o máximo dessas transições despediosas, calo, abdico, fecho os olhos, o escuro me acolhe, é a única coisa que me envolve por completo, é o mais perto que se pode chegar da não existência, e assim poder não mudar, não sofrer, não sentir, não morer.
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