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Meus inimigos em confronto constante
Eu sinto meu peito queimar
Não sei se sou quem cria esse fogo
Pelo ódio ou pela vingança
Ou são eles os culpados diretos
São chamas insanas, criadas ao léu
Mas deixa queimar, deixa
Esses confrontos são como forjas
E quem não for feito de material nobre
Se derreterá, sucumbirá ao fim
Mas quem como eu
Usará eu seu benefício
E será forjado, lapidado
E quanto mais calor, mais duro fica
E todas as tentativas inúteis
E todo o fogo da maldade
Será convertido em um eu mais forte
Que rir com ironia
Da inocente força que me atinge
Pobres dos que se esgotem
Em prestigio disto
Perderão...



Zonzo, querendo descobrir-me evitar estranhos golpes
silenciosos, dos vezes. Perante vários juízes sendo analisando
e estudado para ordenar seus status.
Ainda lutei contra todos os guerreiros que possível da tribo eusaI
mantendo forte os alicerces com amor que da minha mais pura
e intocável fragmentação de mim.
Em um duelo constante disputa do mais digno
enquanto isso soldados morrendo
e as mais partes importantes flutuando
sem serem perceptíveis a olho nu
sempre estarão acima de nós, nos comandando
e nós cegos pelo sangue inimigo coagulado nos olhos.


A senti em minhas mãos

Por segundos parecia real

E sem nenhuma razão

Uma sensação sem igual

Necessitada só de um sopro

Contido de algo eficaz

Mas de tão frágil

Como açúcar se desfaz

E desliza entre meus dedos

Ate não sobrar nada

E ai voltam todos os meus medos

Exposto de novo a realidade embaçada

Não há nenhum concerto

E aqui estou estático

Tenho que aceitar, silenciado

Só resta observar, apático

Perguntado de erros

Procuro continuar

Ainda há outros jeitos

A tentar recriar


Fiquei.

Até o sol nascer mais uma vez

Desgastado dessa infâmia

Mas não descomposto de vontade

Aspirando achar soluções inúteis

Não ausentar-se, no sono

Onde neste venho não mais a sonhar

Entrar em subs vivenciais

Venho agora a acordar dentro de uma realidade

Onde todas minhas crenças são

exponenciais da verdade

Porque lá fora, é frio

E pode ventar ao pico de caos

Que nenhuma árvore, nenhum galho

Irá balançar

Hyppos





Em campinas algentes percorre em fulminante
Em seus tracejos galhardos e solitário
Nos tempos de fartura forneça-me equilíbrio
Que os males não assumam a mim o seu fulgor vicioso
Nos tempos de taça vazia forneça-me força
Que o desespero não me atrai a caminhos fragosos
Nestes carmes venhamos murmurar a teus ouvidos
Que como um bravo cavalo impetro
Em recepção aos golpes da chibata
Sua resposta é endurecer, e correr, mais!
Ao sorver toxina, de mendaces, o qual mortal seja
Mesmo que caia do acerbo e ainda faças dozes contínuas
Sem nenhum esforço
Pois da sua alma vem seu mais natural bordejar
Em reposta, fabrica a cura.



Está cada vez mais perto, uma espera infinita, cansativa que de tanta espera a desistência é altamente convidativa, mas como nada além dessa provável liberdade pode me satisfazer, eu eu não tenho outra escolha a não ser, esperar mais.


O medo traz a mim lembranças escusas, faz a minh'alma flutuar no vácuo e pendular sobre cordas ásperas que marcam minha pele, marcas essas presentes que sempre estiveram, e não são nada além de imagens do passado refletidas no agora, inebriado de dor vendo o meu reflexo no sangue que decorre de mim de volta a fonte essencial, me sentindo drenado sem mais força para traduzir minhas conexões energéticas mentais que eu ja tirara da cuja futura destinação do velho eu, em realidade. Sentimento esse que contradiz totalmente a ação natural manipuladora da vida, e quando no alterar de um plano ao outro, mesmo que do pior ao melhor, se podem ser classificados como, medo, muito medo. Medo esse presente somente e originado da minha existência. E na tentativa desesperada de se ausentar ou evadir o máximo dessas transições despediosas, calo, abdico, fecho os olhos, o escuro me acolhe, é a única coisa que me envolve por completo, é o mais perto que se pode chegar da não existência, e assim poder não mudar, não sofrer, não sentir, não morer.

Ponto central- última parada





Pior do que viver de um único modo, estável, imutável pela sua vida inteira, é viver sem nunca se encaixar em nenhum modo de vida, as vezes parece bom não ser tão ignorante e aceitar e acolher todos os tipos e maneiras, mas chega a ser cansativo e exaustivo correr atrás de tantas atrações, dentro do meu todo, tudo o que existe é nada, as vezes me olho sem reconhecer-me, me olho estranhamente confuso de onde surgiu aquilo, sou eu mesmo!?
Nunca consegui ser o modelo total de virtude e por mais que eu me esforce sempre acabo transgredindo para o lado mais escuro, mesmo fazendo tudo o que seja inaceitável nunca chego a ponto de ser visto como o pior membro dos ímpios, acho que o meu lugar de honra seja na margem dos dois, o meio termo, encima do muro o pior exemplo de qualquer maneira, o traidor dos dois lados lutando por ideais confusos, miscigenados que atraem o fugor, atenção, inveja, discriminado ódio das ambas partes me sentindo totalmente só. E como unica companhia meus descreditados e pseudos sonhos, que advém da mistura se não do confronto dessa guerra onde estou em fogo cruzado, a questão é se essas minhas armas podem me ajudar a sobreviver, ou serão a minha falência, se as assimilações são as melhores partes, seria uma dádiva, talvez até exitiram muitos assim, mestiços, raceados dos mais belos genes criados e transmutados frenquentemente no meio social, como em cruzamentos de cães, são várias falhas até chegar a um acerto, aliás, se existir possibilidade de um, talvez tudo de ruim, todos os pecados me contaminaram e não há forma de resgatar-me, de curar-me, pois não há ninguém, só eu no topo da trincheira, dilacerado, por ambos, atingido frequentemente por todos e sem nenhuma forma de defesa, e sem nenhuma culpa.

Um ciclo fechado, que não existe



Impresionante como a decepção tem um enorme, se não o maior poder de modificação na mente e na vida das pessoas. O pior é que vemos o mundo de um jeito totalmente diferente, esse jeito é o jeito que nossas mentes criam ou interpretam o mundo, para não morrermos loucos na tentativa de interpretação de toda a complexidade que é formada o universo, esse jeito de ver o mundo toma e domina tão a fundo nossa mente que passamos a ver e acreditar como sendo a verdadeira realidade, por isso reagimos tão intesivamente a qualquer questionamento dessa realidade.


Estamos muito confortáveis nessa ilusão, e derrepente, vem alguem e nos tira tudo isso, passamos a perceber que nossa realidade e tudo que somos é só consequência dos outros, e na dos outros nós participamos do mesmo jeito, decepcionando-as, o mundo é assim, pessoas destruindo realidades e pessoas construindo realidades.


Pior que não são só os outros que provocam decepções, nós também nos próprios decepcionamos, as vezes por não acreditar ou aceitar as ilusões dos outros ou nas nossas "realidades", depois acabamos descobrindo, se descobrindo, e as vezes vem pessoas novas em nossas vidas e nos fazem sentir, e acreditar nas ilusões que se tornam reais, e a nossa realidade vem abaixo, evapora como poeira cósmica, que se desconstrói, mas não morre, pois existem estrelas com grande atração que as fazem se tornar parte de um todo, um todo totalmente REAL.


Que mais adiante dissipará...
..novamente;

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