Hyppos
Em campinas algentes percorre em fulminante
Em seus tracejos galhardos e solitário
Nos tempos de fartura forneça-me equilíbrio
Que os males não assumam a mim o seu fulgor vicioso
Nos tempos de taça vazia forneça-me força
Que o desespero não me atrai a caminhos fragosos
Nestes carmes venhamos murmurar a teus ouvidos
Que como um bravo cavalo impetro
Em recepção aos golpes da chibata
Sua resposta é endurecer, e correr, mais!
Ao sorver toxina, de mendaces, o qual mortal seja
Mesmo que caia do acerbo e ainda faças dozes contínuas
Sem nenhum esforço
Pois da sua alma vem seu mais natural bordejar
Em reposta, fabrica a cura.
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